Estudos Bíblicos

A Verdade Desconhecida Sobre a Graça – por John Bevere

14/11/2017
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Em 2009 fio realizada uma pesquisa com milhares de cristãos nos Estados Unidos. Os que foram pesquisados eram crentes nascidos de novo de diversas igrejas. A pergunta feita na pesquisa era: “Dê três ou mais definições ou descrições da graça de Deus”. A esmagadora maioria das respostas foi salvação, presente imerecido e perdão dos pecados.

É bom saber que os cristãos norte-americanos entendem que só somos salvos pela graça. A salvação não vem pela aspersão da água, por pertencer a uma igreja, por guardar leis religiosas, por fazer boas obras que superem as más, e assim por diante. A maioria dos crentes evangélicos norte-americanos está bem firmada nessas verdades fundamentais sobre a graça de Deus porque elas foram enfatizadas nos nossos púplpitos, e creio que Deus se agrada disso.

Entretanto, a tragédia é que apenas 2% dos milhares que foram pesquisados afirmaram que a graça é o revestimento de poder de deus. No entanto, fio exatamente assim que Deus definiu e descreveu a Sua graça. Ele diz:

“Minha graça é suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” 2 Coríntios 12:9

Deus se refere à Sua graça como o Seu revestimento de poder. A palavra fraqueza significa “incapacidade”. Ele está dizendo: “A Minha graça é o Meu revestimento de poder, e ela é aeprfeiçoada nas situações que estão além da sua capacidade”.

O apóstolo Pedro define a graça de Deus da mesma forma. Ele escreve:

“Graça e paz lhes sejam multiplicadas… seu divino poder (graça) nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade…” (2 Pedro 1:2-3; grifo do autor).

Mais uma vez, a graça é mencionada como o “seu divino poder”.

Pedro afirma que todos os recursos ou habilidades necessários para viver uma vida santa e temente a Deus estão disponíveis por meio do revestimento de poder da graça.

Mas o fato de a pesquisa ter revelado que apenas 2% dos cristãos norte-americanos conhecem essa verdade é um enorme problema. Permita-me explicar. Para receber de Deus, precisamos crer. É por isso que as passagens do Novo Testamento são chamadas “a palavra da fé” (Romanos 10:8). Resumindo, se não não cremos, não recebemos.

Eis um exemplo básico disso. Jesus morreu pelosp ecados de todo o mundo; entretanto, somente aqueles que creem são os que são salvos. Então eis o enorme problema: não podemos crer no que não sabemos. Se 98% dos cristãos não sabem que a graça de Deus é o revestimento de poder ou a capacitação Dele, então 98% estão tentando viver uma vida santa na sua própria capacidade. Isso leva à frustração e à derrota. A nova natureza deles não está capacitada; em outras palavras, não há gasolina no tanque deles!

Vamos aprofundar um pouco mais nossa análise recorrendo ao idioma grego. A palavra que é usada com mais frequência para graça no Novo Testamento é charis. Essa palavra é definida pela Concordância Exaustiva de Strong como “dom, benefício, favor, graça e liberalidade”.

Se você pegar essa definição inicial e juntá-la a versículos selecionados dos livros de Romanos, Gálatas e Efésios, localizará a definição de graça com a qual a maioria dos norte-americanos está familiarizada. Entretanto, Strong continua com sua definição: “…a influência divina sobre o coração e o seu reflexo na vida”. Vemos que há um reflexo externo do que é feito no coração, o que fala do revestimento de poder da graça.

No livro de Atos, Barnabé foi à igreja de Antioquia, e quando chegou ele “viu a graça de Deus” (Atos 11:23, ACF). Ele não ouviu sobre a graça; ao contrário, ele viu a evidência dela. O comportamento externo das pessoas confirmava o revestimento de poder da graça em seus corações.

É por isso que o apóstolo Tiago escreve:

“…mostra-me essa tua fé (graça) sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé (graça)”. (Tiago 2:18 ARA, grifo do autor)

Inseri a palavra graça no lugar de fé porque é pela fé (crescer na Palavra de Deus) que temos acesso à graça de Deus: “…obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça” (Rm 5:2, AA). Sem fé – sem crer – não há revestimento de poder (graça). Tiago afirma enfaticamente: “Deixe-me ver a evidência do revestimento de poder”. Esse é o verdadeiro indicador de que recebemos a graça quando cremos.

A graça é um dom. Com o que acabamos de aprender, vamos expandir esse entendimento um pouco mais. A salvação é um dom da graça. O perdão é um dom da graça. A cura é um dom da graça. A provisão é um dom da graça. Receber a natureza de Deus é um dom da graça. O revestimento de poder é um dom da graça. Todas essas coisas são manifestações do Seu favor sobre as nossas vidas, cada uma delas imerecida.

Com relação ao revestimento de poder, a graça nos dá a capacidade de ir além da nossa capacidade natural. Não tínhamos a capacidade de nos libertar do inferno; a graça o fez. Não deveríamos viver em liberdade, mas a graça nos capacita. Não podíamos mudar a nossa natureza; a graça o fez. Não temos a capacidade de viver uma vida santa, mas a graça nos capacita. Não é de admirar que a chamemos de maravilhosa!