Estudos Bíblicos

CRESCENDO EM ORAÇÃO E PERMANECENDO EM CRISTO

21/06/2018
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A atividade mais importante relacionada ao crescimento em oração é permanecer em Cristo. É uma das atividades mais negligenciadas no Reino. No entanto, envolve apenas três aspectos simples – conversar com Jesus, aplicar as suas promessas e obedecer à sua liderança. Essas atividades sobrepõem-se, mas não são a mesma coisa.

Conversar com Jesus

A tarefa central de permanecer em Cristo é conversar com Jesus. É tão simples que qualquer pessoa pode fazê-la, mas tão simples que muitos não a fazem. Frequentemente troco a expressão “permanecer em mim” pela expressão “falar comigo”. Uso-as alternadamente.

A vida cristã é um diálogo constante com uma pessoa real. Na verdade, a essência do cristianismo é vivermos num diálogo contínuo com o Homem mais glorioso que já andou sobre a face da terra. Ele é totalmente Deus e totalmente Homem, e podemos conversar com Ele!

Jesus tem muito a dizer para nós, mas Ele permite que nós determinemos o ritmo da conversação. Se começarmos, Ele continuará a conversação enquanto continuarmos nela. Quando paramos, Ele para e espera até que comecemos uma vez mais. Ele responde no nível em que nos comunicamos com Ele.

Ao longo dos anos, tenho ouvido alguns dizerem: “Eu só oro na correria.” Tenho percebido que, se orarmos de maneira focada, em períodos de oração regulares, quase diários, então “oraremos na correria” muito mais frequentemente e muito mais consistentemente. Permanecemos em Cristo mais constantemente tendo muitas interações curtas de dez a vinte segundos com o Senhor durante todo o dia, além de termos tempos de oração mais longos e focados que inserimos em nossa rotina ou agenda diária.

Aplicar as suas promessas

 O segundo aspecto envolvido no permanecer em Cristo é aplicar as promessas da sua Palavra aos nossos corações. Emoções, como, por exemplo, vergonha, culpa ou rejeição frequentemente se levantam em nós para desafiarem o que Deus diz em sua Palavra, que Ele nos ama, nos perdoa e supre as nossas necessidades. O inimigo desafia essas verdades da Palavra e acusa a Deus continuamente (Ap 12.10).

Aplicamos as promessas da sua Palavra aos nossos corações confessando essas verdades e resistindo às mentiras do diabo (Rm 10.8-10). Posicionamo-nos com relação ao que a Palavra diz que é verdade em relação a nós, declarando a Palavra em relação às emoções negativas que se levantam em nós. Essas mentiras não vão embora por si só; elas precisam ser ativamente resistidas à medida que confessamos as verdades da Palavra.

Se sentimos vergonha, culpa, temor ou rejeição por parte de Deus, devemos aplicar a verdade de Romanos 8.1: Portanto, agora não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. Podemos permanecer diante de Deus com confiança porque Jesus pagou o preço pelo nosso pecado e levou a nossa condenação. Assim sendo, confessamos: “Somos a justiça de Deus em Cristo, e, portanto, não há nenhuma condenação” (2 co 5.21). Ou, em face do temor, confessamos: “Deus suprirá todas as nossas necessidades de acordo com as suas riquezas em glória, por Cristo Jesus” (veja Filipenses 4.19).

Muitos cristãos ainda estão vivendo sob a tirania das mentiras de Satanás durante vinte ou trinta anos após terem nascido de novo, crendo que as suas vidas são inúteis e que Deus se esqueceu deles e os rejeitou. Outros escolhem sobreviver às tempestades das emoções negativas que se levantam neles. Mas há um grande poder na Palavra, e não devemos negligenciar a aplicação das suas promessas face ao temor, à condenação ou a outras emoções negativas.

Obedecer à sua liderança

O terceiro aspecto relacionado a permanecer em Cristo é obedecer à devemos minimizar essa parte vital do nosso permanecer, afirmou claramente que a nossa obediência e o nosso amor por Ele intimamente relacionados:

 Aquele que tem os meus mandamentos e obedece a eles, esse é o que me Eu também amarei e me revelarei a ele… Se alguém me ama, Obedecerá à minha Palavra; e meu Pai o amará, e nós viremos até ele e – JOÃO 14.21-23

Por meio dessas palavras, entendemos que os que se determinam, em seus corações, a guardar os mandamentos deJ esus são os únicos que verdadeiramente o amam. A obediência é uma expressão do nosso amor por Jesus, e devemos nos determinar, em nossos corações, a amá-lo com um espírito de obediência.

Jesus prometeu manifestar a sua presença aos que o obedecem: Aquele que me ama será amado por meu Pai, e Eu também o amarei e me revelarei a ele (Jo 14.21). Ele estava dizendo que manifestaria a graça da sua presença às nossas mentes e emoções de tal forma que poderíamos senti-la. E somente no contexto do amor obediente que Ele revela as coisas profundas do seu coração.

Atualmente é comum subestimarmos a obediência com o objetivo de exaltarmos a graça de Deus. Alguns pregam uma mensagem de graça distorcida, que enfatiza a liberdade do perdão, mas, ao mesmo tempo, subestimando a necessidade de amarmos a Jesus num espírito de obediência. Mas a mensagem bíblica sobre a graça nunca subestima a obediência. O amor de Deus de todo coração por nós sempre exige uma resposta do nosso amor de todo coração por Ele, como é evidenciado pelo nosso esforço de andarmos em obediência a Ele.

A graça de Deus é suficiente quando estamos aquém da nossa obediência, mas é importante chamarmos o pecado de “pecado” e declararmos guerra contra ele. Os que amam a Deus em verdade se determinam, em seus corações’ a viverem num espírito de obediência em todas as áreas de suas vidas — inclusive no uso do seu tempo, dinheiro, palavras e no que os seus olhos contemplam.

Atualmente, muitos da Igreja pensam que é aceitável desconsiderar os mandamentos de Deus. Isso é um erro grave. Estamos num relacionamento aliança no qual recebemos o amor de Deus, e a única resposta aceitável’ que de Jesus, é que o amemos em contrapartida. Ele nos ama com toda a sua Ele quer que o amemos com toda a nossa força. Sim, o nosso “tudo” é força. pequeno comparado com o “tudo” Dele, mas é um relacionamento de aliança de amor em que ambas as partes dão o seu tudo.

A Bíblia nos diz que são os obedientes, ou os puros de coração, que verão a Deus (Mt 5.8). O que isso significa é que experimentarão mais a Deus. O resultado de andarmos em pureza é que a nossa capacidade espiritual de sentir ou experimentar o amor de Deus aumenta. Não merecemos o amor de Deus obedecendo seus mandamentos; ao contrário, expressamos o nosso amor a Ele por meio da nossa obediência. Além disso, Deus não nos ama mais quando o obedecemos. Ele já nos ama completa e plenamente devido a quem Ele é — Ele é amor. No entanto, experimentamos de fato mais do seu amor. Nós o sentimos. Somos mais inspirados por Ele.

Em suma, permanecer em Cristo envolve três aspectos — conversar com Deus, aplicar as suas promessas e obedecer à sua liderança. Alguns conversam com Jesus regularmente, porém, não aplicam a sua Palavra aos seus corações. Outros aplicam a Palavra, mas negligenciam o conversar com Jesus regularmente. Alguns buscam obedecê-lo, mas não aplicam a sua Palavra. Outros reivindicam as suas promessas, mas não se determinam, em seus corações, a obedecê-lo. Permanecer em Cristo exige todas essas três atividades, e o resultado é que o povo de Deus é capacitado a dar fruto que permanece e a viver uma vida transformada.

Trecho extraído do livro CRESCENDO EM ORAÇÃO do Mike Bickle.
Mike Bickle é o diretor da International House of Prayer of Kansas City, uma organização baseada em oração
24 por dia 7 dias da semana. A sala de oração do IHOP permanece em oração desde 1999 de forma ininterrupta.

3 respostas para “CRESCENDO EM ORAÇÃO E PERMANECENDO EM CRISTO”

  1. Jonathan Souza de Oliveira disse:

    Texto realmente maravilhoso, e de grande valor no que se refere a nos guiar diretamente ao coração do Pai e a um relacionamento íntimo com o Espírito Santo. Essas são práticas essenciais para uma vida cristã de nível elevado e sobrenatural. Gloria a Deus!

  2. Luís Carlos disse:

    Muito importante essas disciplinas espirituais, é ir além da religião e entrar em um relacionamento com o Senho assim teremos raízes em Deus. Quando vem o vento ou o calor (as povoações e adversidades) nossa vida espiritual permanece de pé.

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